Irmã diz desconhecer mandado de prisão contra jovem brasileiro que sumiu na França: 'Foco é localizar com vida'
Irmã fala sobre motorista brasileiro que sumiu na França A irmã do motorista de aplicativo Bruno Fernando Rego, de 28 anos e natural de Capivari (SP), que es...
Irmã fala sobre motorista brasileiro que sumiu na França A irmã do motorista de aplicativo Bruno Fernando Rego, de 28 anos e natural de Capivari (SP), que está desaparecido há quase um mês na França, disse desconhecer o mandado de prisão preventiva contra o jovem. O g1 e a EPTV, afiliada da TV Globo, apuraram que o mandado, expedido pela Justiça de Leme (SP), é por violência doméstica contra uma mulher. A cuidadora de animais Beatriz Rego destacou que o foco da família é localizar Bruno com vida. "A família não tem conhecimento técnico sobre processos judiciais no Brasil e não vai se manifestar sobre vazamentos ou especulações. O nosso foco absoluto e a nossa única preocupação, no momento, é localizar o Bruno com vida", declarou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp Beatriz também disse que a preservação da vida do irmão é mais importante do que questões jurídicas. "Independentemente de qualquer questão jurídica ou burocrática, a preservação da vida humana e o direito de uma família saber o paradeiro de um ente querido desaparecido estão acima de tudo. Confiamos que as autoridades brasileiras e francesas continuem empenhadas em encontrá-lo", completou a familiar. LEIA TAMBÉM Brasileiro que sumiu na França trabalha como motorista para ajudar pagar tratamento da filha, diz irmã A cuidadora de animais Beatriz Rego, irmã do motorista de aplicativo Bruno Fernando Rego, de Capivari (SP), que está desaparecido há quase um mês na França Reprodução/EPTV A ordem judicial aponta suspeita de que Bruno Fernando esteja fora do país. O documento aponta sobre "notícia de que o procurado se encontra ilegalmente na França", conforme detalhes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O mandado de prisão vale até 20 de maio de 2030. Ao fundamentar o decreto de prisão preventiva, a juíza Luísa Lemos Debastiani apontou os artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal (CPP), ressaltando a necessidade da medida cautelar para a garantia da ordem pública e da integridade da vítima. A decisão determina que qualquer autoridade policial ou oficial de justiça efetue a prisão do procurado e o encaminhe a uma unidade prisional, para posterior audiência de custódia. O g1 não conseguiu contato com a defesa do rapaz. Sumiço Familiares disseram que Bruno trabalhava com um carro que era alugado e rastreável, mas que não há informações sobre a localização. Ele atuava para plataformas de aplicativo e de forma independente, não tinha uma residência fixa e alugava duas casas de apoio nos arredores de Paris, de onde partia para as viagens. O alerta do desaparecimento foi dado por um amigo brasileiro, também de Capivari, que costumava falar diariamente com Bruno por videochamadas. Após não ter respostas em 5 de julho, o amigo acionou a família no dia seguinte. Ainda segundo os parentes, o motorista perdeu o passaporte e desapareceu apenas com a roupa do corpo. Após o sumiço, o número de telefone do brasileiro parou de receber chamadas e mensagens, constando como inexistente. Bruno Rego, motorista do interior de SP que desapareceu na França Arquivo pessoal Trabalho para pagar tratamento da filha, diz família O homem viajou ao país europeu há cerca de um ano com objetivo de juntar dinheiro para custear o tratamento de saúde da filha de 4 anos, que vive no Brasil, informou a irmã. De acordo com ela, Bruno optou por trabalhar na Europa devido à valorização da moeda frente ao real. Ganhando até seis vezes mais, ele conseguia enviar recursos para auxiliar no tratamento da filha, que tem sequelas neurológicas decorrentes de um engasgo. "Ele fazia viagens de norte a sul de França. Dependendo de onde ele estivesse, ia para casa, tomava um banho, descansava e depois seguia viagem", relata Beatriz. Apesar da rotina descrita como "intensa", a irmã garantiu que um sumiço é algo fora do comum no comportamento de Bruno. O que diz o Itamaraty O Ministério das Relações Exteriores, responsável pela Embaixada do Brasil na França, declarou que tem conhecimento do caso e presta assistência consular aos parentes, intermediando o contato. No entanto, o Itamaraty afirmou que não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros. O g1 tentou contato com as autoridades francesas por meio do Ministério do Interior da França, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem. Veja mais notícias sobre a região em g1 Piracicaba